Capture+_2020-02-03-18-40-35.png
banner.jpg
IMG-20191110-WA0069_edited.jpg
  • Facebook
  • Instagram
  • Mikael Sampaio

Uma campanha sangrenta em 2018



Após algumas campanhas bastante agressivas em 1990 protagonizada por Joaquim Francisco e Jarbas Vasconcelos, em 1998 por Jarbas e Miguel Arraes e 2006 por Eduardo, Humberto e Mendonça, Pernambuco deverá voltar a ter em 2018 uma eleição que há muito não se via. Em 2010 na reeleição de Eduardo foi um passeio, e em 2014 com a morte de Eduardo praticamente não houve disputa.

Ela caminha para ter de um lado Paulo Câmara, defendendo a hegemonia do PSB de 12 anos, e do outro Fernando Bezerra Coelho, senador eleito ao lado de Paulo em 2014, que até pouco tempo estava cerrando fileiras no partido. O ambiente é o mais hostil possível, pois incompetente e traidor são os termos mais amenos que os dois grupos se atacam.

Essa relação nunca foi boa, pois em 2014 Paulo e FBC estavam aguardando a indicação de Eduardo para disputar o governo, sobretudo Fernando que sempre sonhou acordado com a possibilidade de ser governador de Pernambuco. Bastou ocorrer a morte de Eduardo que a relação azedou e piorou quando houve a formação do secretariado de Paulo onde FBC não foi contemplado no primeiro escalão.

Existiram outras contendas que culminaram na saída de Fernando do PSB. Hoje no PMDB, Fernando tem feito diversas críticas a Paulo Câmara por onde passa, enquanto os aliados do governador também querem associar a imagem do senador ao governo Michel Temer, que tem elevada rejeição dos pernambucanos.

O fato é que os prováveis adversários de 2018 afiam as armas para fazer uma campanha pra lá de sangrenta no ano que vem, diferente de tudo o que já foi visto nas últimas duas eleições pelo Palácio do Campo das Princesas, pois o fígado será a mola propulsora das discussões do ano que vem.


0 visualização