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  • Mikael Sampaio

Termo de venda da Eletrobras deve ser concluído em outubro



A modelagem para a privatização da Eletrobras e, por consequência da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), deve ser apresentada em outubro. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (25), pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB). Segundo ele, o pleito apresentado por diversas frentes parlamentares e os governadores do Nordeste, contrários a venda dos ativos da Chesf, para suspender o processo por 120 dias não será atendido.

“Na verdade a modelagem está sendo debatida. Li a carta dos governadores, respeito e estamos abertos ao diálogo. Vamos ter a oportunidade de prestar os esclarecimentos que são levantados na carta. A privatização da empresa vem para fortalecer o setor energético. Ela vai ser tocada e gerida de uma forma mais eficiente, o que a gente não viu nos últimos anos. Tem uma série de distorções na empresa que não dá mais para bancar a ineficiência”, salientou, pontuando um prejuízo anual de R$ 32 milhões.

O projeto que vai delimitar os detalhes da privatização da Eletrobras deve ser fechado em até dez dias. “Está 90% fechado, mas ainda precisamos tomar algumas decisões. A expectativa é de que no começo da próxima semana já seja apresentado”, informou o ministro.

Se furtando de um debate político, Fernando Filho, que foi recepcionado por um protesto de funcionários da Chesf quando chegou ao Fórum Nordeste 2017, no Recife, disse que “há inverdades sendo difundidas sobre o assunto”. “Nossa expectativa é poder fazer um debate, aqueles que apenas querem fazer disso uma disputa e um palco político não podemos mudar muito. Entendo que seja mais uma luta política do que no mérito. Quem quer que seja que fique com as usinas da Chesf no Rio São Francisco, vai usar parte dos recursos para revitalização do rio. A ideia é que dure 30 anos e a empresa submeta este plano ano a ano ao Comitê das Bacias”, salientou.

Paulo Câmara quer mais debate

Apesar da promessa do ministro por mais articulações sobre a privatização da Chesf, porta-voz do debate firmado pelos governadores contra a venda, Paulo Câmara (PSB) afirmou que é necessário abrir um diálogo mais constante sobre o assunto. “Esperamos que haja um momento de reflexão diante da importância que tem o assunto. Precisa de uma discussão mais profunda, clara e transparente. No momento de crise e confusão é o momento de termos uma reflexão necessária”, declarou.


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