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Tatuador que escreveu "ladrão e vacilão" na testa de adolescente é preso em São Paulo



Os responsáveis por tatuar "eu sou ladrão e vacilão" na testa de um menor de idade, Ronildo Moreira de Araujo e Maycon Wesley Carvalho dos Reis, foram detidos na madrugada deste sábado (10), em São Bernardo do Campo, em São Paulo. O tatuador, Maycon Wesley, e seu amigo, que filmou o momento, foram presos por tortura pela Polícia Civil da cidade, que confirmou a informação.

O jovem, acusado pela dupla de roubar uma bicicleta de um homem sem perna, teve sua testa tatuada na manhã de sexta-feira (9), e o momento foi registrado e postado nas redes sociais. O menino estava desaparecido desde o dia 31 de maio e, quando o caso viralizou, a família o reconheceu e levou as gravações até a polícia.

No fim de tarde de sábado (10), o adolescente de 17 anos foi encontrado por amigos na Estrada dos Casa, também em São Bernardo do Campo, segundo informações do G1. Ele prestou depoimento à polícia, no 3º Distrito Policial da cidade, negou ter cometido qualquer furto, foi levado ao posto médico para ser medicado e voltou para a casa da avó.

As autoridades foram ao local do crime e a dupla assumiu que teria feito a tatuagem como forma de "punição". O jovem não foi encontrado, mas Maycon e Ronildo afirmam tê-lo libertado.

No primeiro vídeo Maycon Wesley obriga o menino a "pedir" uma tatuagem com a palavra "ladrão". O comparsa, que filmava o momento, grita que "vai doer". No outro registro, a dupla faz o menino contar que tentou roubar a bicicleta de um "homem que trabalha no farol" e que não tem perna. Aos risos, os homens fazem o menino mostrar sua tatuagem e perguntam se ele gostou. Os dois estão presos no 3º Distrito Policial de São Bernardo.

Na internet, o coletivo Afroguerrilha está arrecadando dinheiro para pagar a remoção da tatuagem da testa de garoto. A iniciativa também prevê o custeio de cuidados com saúde – para o menino se recuperar de uma suposta dependência química e ter acompanhamento psicológico –, e do processo na justiça contra os torturadores. De acordo com descrição feita pelo grupo no site de doações, integrantes do coletivo conhecem o adolescente e a avó do garoto.

Estadão Conteúdo


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