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  • Mikael Sampaio

Serrita-PE: Servidores efetivos da prefeitura estão com salários achatados e congelados há 9 anos



Na ultima segunda-feira (21), o relatório da CPI da Saúde mostrou um ponto preocupante e que pode ser um dos fatores da péssima qualidade dos serviços municipais. A gestão de pessoal, com achatamento de salários dos efetivos e a sonegação de direitos (adicional e PCC). Essa prática ajuda a alimentar a estrutura de 15 secretários, 15 secretários adjuntos e mais 325 cargos comissionados.

A pequena cidade do sertão pernambucano tem um número recorde de servidores na sua estrutura: 1.844 vagas. O número alarmante representa quase 10% dos moradores trabalhando na prefeitura local. A cidade tem apenas 19.000 habitantes.

O nepotismo (claro e disfarçado) também está esgotando as finanças municipais. A perda da capacidade de investimentos com recursos próprios é evidente, a exemplo da não aquisição de 06 ambulâncias em 18/04/16. A licitação aconteceu e a assinatura de contrato (R$ 217 mil) com as empresas VEREDA e NOVO RIO CARIRI. As ambulâncias não chegaram em Serrita.

O povo pena, porém as maiores vítimas ainda continuam sendo os servidores efetivos que estão com os salários achatados e congelados há 9 anos. Desta forma, sobra dinheiro para custear a penca de cargos comissionados. As cidades vizinhas têm corrigido os salários mesmo que de forma tímida.

Apenas os cargos de um salário mínimo vem sendo adequado à lei. O ACS e Agente de Endemias tiveram uma pequena correção passando para R$ 1.014,00 e o enfermeiro para R$ 3.000,00, no dia 01 de agosto de 2014. Os cargos de magistério também se adequam ao piso.

O dentista do hospital recebe R$ 1.200,00 desde 2008. Serrita paga R$ 10,00/hora ao fisioterapeuta, enquanto Cedro paga R$ 22,50/hora. Somente o nutricionista (cargo efetivo) teve aumento salarial, saltando de R$ 1.200 para R$ 2.000,00 no edital do concurso em 2015, sem que os demais servidores percebessem.

Por outro lado, um grupo não tem do que reclamar. O salário dos secretários de Serrita (R$ 6.000,00) é praticamente o dobro do valor pago em Cedro e Parnamirim, mostrando o absurdo na gestão de pessoal e de finanças.


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