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  • Mikael Sampaio

Secretaria de Saúde de PE orienta população sobre micose provocada por fungo



A Secretaria de Saúde de Pernambuco lançou, nesta terça-feira (25), uma iniciativa para conscientizar a população sobre a esporotricose, uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix sp. De janeiro até o início este mês, o Laboratório Central de Pernambuco (Lacen) notificou oito casos em humanos, o dobro da quantidade registrada em 2016. Entre os animais, houve 65 ocorrências em 2017. No ano passado, foram 45.

A ação preventiva prevê a divulgação de fôlderes com informações sobre o fungo, bem como sintomas em humanos e animais, sobretudo gatos, e formas de tratamento da doença. O lançamento ocorreu durante a abertura do 4º Congresso Pernambucano de Municípios, no Centro de Convenções, em Olinda.

A meta da Secretaria de Saúde é distribuir o material para as secretarias municipais, já que o atendimento aos pacientes ocorre em postos de saúde. Os fôlderes também chegar até profissionais que atuam em serviços de controle de zoonoses.

Ocorrências

A esporotricose tem tratamento, principalmente quando é diagnosticada corretamente e em estágio inicial. É de médio a longo prazo, entre seis meses a um ano, podendo ser mais longo nos felinos, feito por antifúngicos.

A ocorrência da doença está relacionada a regiões com umidade elevada e desde o final do ano passado, a SES implementou a vigilância da doença com a notificação de casos, diagnóstico laboratorial e oficinas de trabalho para definir diretrizes e fluxos com municípios.

O diagnóstico pode ser clínico (reconhecimento da lesão) ou laboratorial (identificação do fungo). O diagnóstico e as análises laboratoriais em humanos na rede estadual são feitos no Laboratório de Endemias (Labend), unidade do Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE). No caso do animal, o Laben é responsável apenas pela análise laboratorial.

Doença

O fungo causador da esporotricose habita o solo, palhas, vegetais e também madeiras, podendo ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos. Animais contaminados, em especial gatos, também transmitem a doença, por meio de arranhões, mordidas e contato direto da pele lesionada.


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