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  • Mikael Sampaio

Presidenciáveis de olho em Ana Arraes



Apesar de ter sido sondada para integrar a chapa presidencial do senador Álvaro Dias (Podemos), a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes está cotada para assumir a vice-presidência na candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo informações de bastidores, o PSDB poderia ter, a um só tempo, o PSB em sua campanha - viabilizando politicamente o projeto - e um vice do Nordeste, que melhoraria sua inserção na região. Interlocutor de Ana Arraes, Antônio Campos viaja a São Paulo hoje e fará uma visita de cortesia a Geraldo Alckmin às 15h, no Palácio dos Bandeirantes, onde as costuras poderão avançar. Todavia, a previsão de resposta, de acordo com Campos, é para março de 2018. Embora não tenha confirmado sobre o futuro de Ana Arraes, mãe do ex-governador Eduardo Campos, Antônio alega que “Ana não descarta sair do TCU em março e voltar para a política”. Atualmente afastada da vida partidária do PSB, Ana tem aparecido menos politicamente do que a viúva de Eduardo, Renata Campos, já visitada pelo ex-presidente Lula (PT) e pelo governador Geraldo Alckmin. Ambos flertam com esse núcleo político da família Campos/Arraes para trazer o PSB para seus respectivos projetos, entretanto está claro que a filha de Miguel Arraes poderá ter participação determinante na hora certa. Segundo informações de bastidores, os dois têm uma boa relação o que não contradiz a presença de Antônio no palanque do Podemos. "Acho importante que o centro democrático mantenha um diálogo permanente. Admiro o governador Geraldo Alckmin e o que ele representa para a nossa cultura política", comenta Campos. O fato é que, nas coxias, Antônio tem sido o interlocutor político da mãe com os projetos que poderiam lhe interessar, já que o protocolo do TCU a impede de transitar devidamente no meio partidário. Campos certamente falará sobre a possível chapa, que deve agradar os anseios do pré-candidato tucano. No PSB, o assunto é amplamente negado, insistindo no discurso de cautela para decidir 2018 e de que os socialistas não chegaram num consenso. Além disso, a relação entre Antônio Campos e Ana Arraes com o PSB de Pernambuco é de afastamento, o que dificulta a possibilidade da aliança prosperar. As lideranças, inclusive, não conversam com o governador Paulo Câmara há cerca de nove meses. Uma fonte analisa que a presença do ex-ministro Aldo Rebelo (PSB) na legenda é hostil à ministra do TCU, já que ambos disputariam o protagonismo do partido em 2018 e pelo fato de Rebelo ter se afastado dos ideais que defendia na época do PCdoB. Mesmo com a distância no campo local, o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, mantém uma relação amistosa com a ministra e chegou a recebê-la na último fim de semana.“Ela é um nome excelente pra qualquer função. Naturalmente, se decidir deixar o TCU, ela só tem um partido pelo qual militou a vida inteira, que é o PSB”, reconhece. Segundo Siqueira, o PSB somente definirá sua posição nas eleições majoritárias até março do ano que vem. Com informações da FolhaPE


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