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  • Mikael Sampaio

Poucas propostas e muitas alfinetadas no primeiro debate com os candidatos ao Governo de Pernambuco



O primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, realizado por uma rádio local, na manhã desta terça-feira (28), centrou foco nas contradições presentes nos palanques do governador Paulo Câmara (PSB), do senador Armando Monteiro Neto (PTB) e do ex-deputado federal Maurício Rands (Pros). Com as propostas jogadas para segundo plano, cada um procurou se desvencilhar ao máximo da agenda do presidente Michel Temer (MDB) e tentou passar uma identidade mais à esquerda, onde prevalece a influência do ex-presidente Lula (PT). Seguindo a tônica da candidata do PSOL, Dani Portela, os postulantes de oposição bateram repetidamente nos 12 anos de gestão do PSB. O governador Paulo Câmara recorreu às bandeiras da sua gestão, como a educação, e evitou temas como segurança, que apresentou índices alarmantes em 2017. Eleitor de Lula atualmente, o socialista foi cobrado pelo apoio que o PSB deu à candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB), em 2014, e ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Armando, inclusive, alfinetou a participação que o PSB teve na formação dos ministérios de Temer, apesar de, agora, o ex-ministro Fernando Filho (DEM) fazer parte do palanque do petebista. “O impeachment não fez bem pro Brasil e nós temos que reconhecer quando as coisas acontecem de maneira errada. O ideal naquele momento talvez tivesse sido eleições novamente, mas não foi possível”, ponderou o governador. Questionado pela não entrega de obras prometidas, como o Hospital da Mulher de Petrolina ou as barragens na Mata Sul e no Agreste, Paulo recorreu, diversas vezes, à justificativa de que Pernambuco foi discriminado pelo governo Temer. “Nós fomos perseguidos pelo governo Temer. Pernambuco, mesmo com baixo endividamento, não conseguiu operação de crédito por perseguição”, alegou. “Agora, nós votamos no presidente Lula, porque em Pernambuco os projetos são claros”, complementou. O candidato Armando Monteiro teve dificuldade de explicar a questão da autonomia de Suape e fez um mea culpa sobre a medida, tomada no governo Dilma, do qual o petebista fez parte. “A federalização da gestão dos portos aconteceu no sentido de atrair mais investimentos, mas reconheço que não deu certo. Até hoje a licitação do 2º Terminal de Contêineres não saiu. Pela ausência de concorrência no porto, temos preços incompatíveis pra gerar competitividade”, pontuou. O petebista cobrou coerência, mas também teve que dar explicações sobre o seu palanque, onde ele vota em Lula e os candidatos ao Senado, Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB) são eleitores de Geraldo Alckmin (PSDB). O senador, entretanto, não descartou apoiar o tucano na corrida presidencial, se Lula for impedido de concorrer. Maurício Rands, por sua vez, criticou a tentativa de Paulo e Armando de “surfarem” na popularidade de Lula. “Todo mundo sabe que Lula não é candidato. Ficam dizendo que votam em Lula, mas o candidato é Haddad e não podemos esconder isso da população. Por uma maior identificação com o Nordeste, nós preferimos votar em Ciro Gomes (PDT)”, disparou Rands. O ex-deputado, contudo, foi cobrado pela permanência de integrantes do PDT no governo Paulo Câmara. “Como o senhor se diz candidato de oposição e ainda mantém integrantes da sua coligação na estrutura do governo?”, indagou Dani Portela. Rands afirmou que “não é coronel” e que não poderia obrigar os aliados a abandonarem os cargos. Dani Portela reiterou, com frequência, que é preciso propor uma alternativa aos 12 anos de gestão do PSB. “Como combater a violência se a gente não combate as causas? Vivemos um dos maiores índices de desemprego, isso também influencia na violência. São 12 anos de governo do PSB e esse Pacto pela Vida que está aí é pela vida de quem?”, questionou a psolista. A candidata criticou os palanques maiores, como o de Câmara e o de Armando, argumentando que quanto maior a aliança, maior será a divisão de cargos no Governo do Estado. “A nossa proposta de enxugar o Estado é para erradicar cargos comissionados. Pernambuco é um estado de capitanias hereditárias e isso se repete nos grupos políticos que a gente vê aqui, com práticas velhas”, afirmou.

#Eleições2018

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