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  • Mikael Sampaio

Paulo e Gleisi têm reunião determinante



Em meio às costuras eleitorais, o governador Paulo Câmara (PSB) se reuniu, nesta segunda-feira (4), com o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. De lá, Câmara seguiu para Brasília, onde se reúne, nesta manhã, com a presidente estadual do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e com o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), um dos organizadores do programa de governo do PT. A reunião entre petistas e socialistas ocorre cinco dias antes do encontro estadual da sigla para definir a tática eleitoral. Além de dirimir as arestas em relação a possíveis alianças regionais entre PT e PSB, Câmara foi à mesa com França - que defende uma aliança do PSB com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) -, para negociar alianças casadas entre os estados de Pernambuco e São Paulo. Além disso, nos bastidores, avalia-se que França, em São Paulo, pode ser o plano B para o PT, se o candidato petista, ex-prefeito de São Bernardo dos Campos, Luiz Marinho, não for para o segundo turno e o socialista estiver nele. Na Capital Federal, Câmara e Gleisi devem ter uma reunião determinante, vide a proximidade com o encontro petista. As bases da aliança já foram postas na mesa e aceitas por ambos os lados, contudo, a candidatura da vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), ainda traz um óbice ao acordo. A direção nacional do PT já está com a pesquisa do instituto Vox Populi em mãos e acredita-se, entre os pernambucanos, que a petista estaria bem posicionada. Os aliancistas, diante disso, tentam minimizar os efeitos da amostra. Contudo, a decisão da direção nacional petista não está baseada apenas na pesquisa, que possivelmente terá um impacto menor do que o esperado. O cálculo é assentado na estratégia nacional: se vale a pena ao partido bancar a candidatura da vereadora ao Governo de Pernambuco, mesmo que ela tenha força, em detrimento de alianças com o PSB em vários estados - com sinalização ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para os socialistas, o cálculo é mais simples e pragmático: tirar a postulação de Marília Arraes, que incomoda, e ter o tempo de televisão. Caso a aliança se concretize, o senador Humberto Costa (PT) deve obter uma das vagas ao Senado Federal na chapa de Paulo Câmara. Nas hostes socialistas, comenta-se a dificuldade que a base e os candidatos proporcionais teriam em pedir votos para o petista. Já nas coxias petistas, avalia-se que, junto a Humberto Costa, Câmara receberia o ônus de uma militância que se sentiu traída.


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