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  • Mikael Sampaio

Meirelles pode ser o candidato híbrido de 2018



Apesar de a maioria da população brasileira rejeitar o governo Michel Temer, há um avanço significativo na retomada da economia, onde o emprego já está retomando, foram criadas um milhão de vagas de empregos nos últimos meses, a inflação está sob controle, e pela primeira vez em três anos, o Brasil sairá da recessão e terá crescimento econômico em 2017.

Se não fossem as duas denúncias que fuzilaram a imagem combalida do presidente Michel Temer, ele seria o candidato da estabilidade econômica e da retomada do crescimento mas suas chances diminuíram após a energia que precisou ser gasta para livrá-lo das denúncias. Apesar disso, o governo continua tendo uma sólida base partidária que poderá garantir a estrutura necessária para apresentar um candidato.

Se não for o próprio Temer, não existe outro nome para representar a retomada da economia do que o próprio Henrique Meirelles, ministro da Fazenda. Meirelles é engenheiro de formação e já foi deputado federal por Goiás, mandato que não exerceu para assumir a presidência do Banco Central do governo Lula.

Filiado ao PSD, Henrique Meirelles teve seu nome levantado para disputar a presidência da República em 2018, e ontem afirmou categoricamente que é pré-candidato ao cargo de Michel Temer no ano que vem. Meirelles surgiria como o homem que colocou a economia nos trilhos, sendo o FHC de Temer. Mais do que isso, num cenário turvo de candidatos, ele correria sério risco de ir a um segundo turno se recebesse um apoio maciço de partidos. Numa segunda etapa, seja contra o PT, seja contra Bolsonaro, ele teria plenas condições de receber o voto de quem ficasse de fora da segunda etapa.

Mais do que ganhar a eleição, a candidatura de Henrique Meirelles teria um caráter pedagógico onde o Brasil seria obrigado a discutir economia e principalmente o tamanho do estado, que hoje é sufocante para o povo brasileiro. A candidatura do ministro da Fazenda no ano que vem é, sem sombra de dúvidas, uma grande contribuição para o Brasil que vive um mar de mediocridade em termos de presidenciáveis e de temas que estão sendo discutidos nesta pré-campanha.


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