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  • Mikael Sampaio

Escola da Rede Estadual de Pernambuco é finalista de prêmio internacional


A Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (ETEPAM), localizada no Recife, é finalista da categoria Inovação do prêmio internacional World's Best School Prizes, da T4 Education. O título, que em português significa “Prêmio Melhores Escolas do Mundo”, elegeu as 50 melhores escolas e a ETEPAM é destaque em sua categoria com o projeto “Live Up”. Outras duas escolas públicas brasileiras estão concorrendo ao prêmio: Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Adolfina J. M. Diefenthäler, no Rio Grande do Sul, e a Escola de Referência em Ensino Fundamental Evandro Ferreira dos Santos, da rede de ensino municipal de Cabrobó, também em Pernambuco. Esta última unidade de ensino faz parte do programa Educação Integrada e conta com o apoio da rede estadual de ensino.

O projeto aborda os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelas Nações Unidas e tem por objetivo apoiar o empreendedorismo social. Eraldo Guerra, que hoje é mestre em Engenharia de Software, criou o projeto em 2010, quando começou a lecionar na escola. Ele desenvolveu a ideia de que os alunos trouxessem problemas sociais das comunidades em que viviam para buscar soluções na sala de aula, através de meios inovadores. Foi assim que nasceu o “Construcoco”, tijolos ecológicos confeccionados a partir da fibra de coco verde.

“Na época, uma aluna comentou que o bairro em que ela morava sofria com o descarte irregular da fibra do coco, que era bastante comercializado no local. A partir daí, os alunos foram criando possíveis soluções até que chegamos na primeira criação do Live Up, o Construcoco. Com uma resistência maior que o tijolo convencional, sem precisar do processo de queima ou de cimento em sua composição, o tijolo ecológico nos rendeu destaques internacionais”, contou Eraldo Guerra.

Além deste produto, Live Up abriu janelas para que os estudantes pensassem em vários problemas sociais e encontrassem soluções fora da rota comum. Como é o caso de um cobertor biológico que ajuda a reduzir a poluição da água dos rios, e o software “Cangame”, que apoia alunos autistas nos estudos e na comunicação, já usado em 23 países. Ambos projetos já foram premiados e reconhecidos internacionalmente.

“Uma das principais habilidades desenvolvidas no Live Up é a empatia. Para ajudar a solucionar o problema do outro, era preciso entender a dor que aquilo trazia. Às vezes, a resposta que você dá não é o suficiente ou o interessante para quem tá lidando com a situação. O impacto social gerado pelas habilidades trabalhadas neste projeto hoje é bastante conhecido pelas metas da ODS”, explicou Eraldo sobre a forma que os estudantes conduziam os estudos e pesquisas.

Ao investir na criação de dispositivos e softwares de computação que dialogam com as principais questões sociais e ambientais que cercam a comunidade, a escola aposta em tecnologia e trabalha com a valorização da responsabilidade social, estratégias importantes para combater e desestimular a evasão.

Andreia Vieira, gestora da ETEPAM há dois anos, conta que o título de finalista na categoria Inovação condiz com a realidade que a escola vivencia. “A categoria em que estamos concorrendo ao prêmio final tem profunda conexão com a política e filosofia da nossa escola. Seguimos com este lema e estamos fechando parcerias com escolas de tecnologia, desenvolvendo os “Espaços 4.0” e criando um Centro de Tecnologia e Inovação para que essa escola se transforme num celeiro tech”, contou Andreia.

A gestora comentou ainda que os estudantes comemoraram bastante o título, mas que eles querem mesmo é fazer parte da melhor escola do mundo. “Os estudantes estão super empolgados, felizes e já se veem como grandes vencedores, mas eles querem ir além disso”, confessou.

Apesar de não estar atuante na unidade de ensino, o projeto Live Up deixou frutos. “O que foi feito no passado nos trouxe até aqui, para que hoje a escola tenha esse espírito de inovação e agora, mais do que nunca, voltado para tecnologia”, completou.

Prêmio World’s Best School Prizes - Em sua primeira edição, a iniciativa é organizada pela instituição britânica T4 Education, em parceria com Fundação Lemann, Fundação Templeton World Charity, Accenture, American Express e Yayasan Hasana, e destaca escolas que promovem práticas inovadoras de olho na melhoria da aprendizagem.

O prêmio é composto por cinco categorias: Colaboração Comunitária, Ação Ambiental, Inovação, Superação da Adversidade e Apoio a Vidas Saudáveis. São dez escolas que concorrem em cada uma delas. As três melhores de cada categoria serão conhecidas em setembro. As vencedoras serão divulgadas durante a Semana Mundial da Educação, em outubro. O prêmio final é de US$ 50 mil para cada escola.

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