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  • Mikael Sampaio

Em Pernambuco, de cada cinco mortos pela Covid-19, quatro não tinham tomado todas as doses da vacina


Levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) entre os pacientes que vieram a óbito pela Covid-19 em janeiro, aponta que de cada 5 mortos pela doença, quatro não tinham tomado todas as doses necessárias da vacina. E, entre os que morreram mesmo estando totalmente vacinados, 85% eram idosos, com mais de 60 anos, e 85% tinham comprovadamente doenças pré-existentes. A análise foi detalhada pelo secretário de saúde, André Longo, durante coletiva de imprensa do Governo de Pernambuco, nesta terça-feira (08.02).


Ao todo, foram 97 registros de óbitos pelo novo coronavírus no mês de janeiro deste ano, dos quais 77 pessoas (79,4%) não estavam com o esquema vacinal completo, com a dose de reforço. Nesse total, 26 pacientes (26,8%) sequer tinham registro de vacinação, 11 (11,4%) só tomaram uma dose dos imunizantes e 40 (41,2%) não tinham tomado a dose de reforço. “Os estudos científicos foram evoluindo e mostrando a necessidade do esquema vacinal com duas doses (ou dose única) mais uma dose de reforço para população adulta, porque alguns meses após as 2 primeiras doses, há uma queda de nível dos anticorpos e, assim, a proteção fica prejudicada. Nesse contexto, a terceira dose vem para proporcionar o aumento da quantidade de anticorpos no organismo, aumentando a proteção. Mesmo assim, sabemos que um percentual, mesmo com todas essas doses, pode agravar, pela questão da idade ou de doenças pré-existentes, mas que, no geral, haverá uma boa proteção, evitando, principalmente, casos graves e óbitos. Esse levantamento só ratifica essa importância de tomar todas as doses preconizadas, incluso o reforço”, afirma o secretário estadual de Saúde, André Longo.


Além disso, entre os pacientes com exame positivo para a Covid-19 e internados em leitos de enfermaria e UTI da rede pública, a análise da SES-PE, com dados do dia 31 de janeiro e por meio do cruzamento de dados da Central de Regulação de Leitos com o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI), apontou que 83% não estavam totalmente imunizados. Dos 384 pacientes, 146 (38%), não tinham registro de vacinação (106), ou estão com apenas com 1 dose (40), sendo 129 a partir dos 12 anos. Além disso, 173 (45%) tinham apenas duas doses ou a dose única, sem o reforço – neste recorte, 113 dos doentes (65%) tinham a partir dos 60 e já deveriam ter tomado a dose de reforço.


“Estes dados comprovam que as vacinas evitam casos graves e óbitos e ratificam a necessidade de estarmos em dia com todas as doses disponíveis. E volto a fazer um apelo aos pais, ou responsáveis. Ainda estamos com percentuais baixos na vacinação das crianças. Mas, para controlarmos o vírus, é muito importante vacinarmos os menores. Até porque as crianças também podem desenvolver complicações e necessitar de hospitalização. As vacinas podem impedir que seu filho adoeça e tenha complicações. Faça este gesto de amor ao seu filho e leve-o para vacinar”, destacou Longo.

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