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  • Mikael Sampaio

Deputados acatam alteração no Fundo de Reequipamento da Polícia Civil


OBJETIVO – De acordo com o PL 97/2019, dinheiro obtido em leilão público de bens decorrentes de condenação por lavagem de dinheiro será destinado à modernização da instituição. Foto: Roberta Guimarães

A Assembleia aprovou, nesta quarta (5), em Primeira Discussão, proposição de autoria da deputada Delegada Gleide Ângelo (PSB) que modifica o funcionamento do Fundo de Reequipamento da Polícia Civil de Pernambuco (Funrepol). De acordo com o Projeto de Lei nº 97/2019, o dinheiro obtido em leilão público de bens decorrentes da condenação na Justiça Estadual por lavagem de dinheiro será destinado à aquisição e modernização de bens e equipamentos da Polícia Civil.


A matéria já havia sido acatada pela Comissão de Finanças, por unanimidade, pela manhã. Para o relator da matéria, deputado Diogo Moraes (PSB), a medida vai aprimorar a segurança pública no Estado. “É uma conquista da Polícia Civil de Pernambuco”, acredita. “Também o Governo é sensível a essas questões, haja vista que a tecnologia tem que estar em permanente atualização para oferecer um serviço de ponta.” O colegiado ainda deu parecer favorável outras quatro proposições.


Plenário – À tarde, Gleide Ângelo usou a tribuna durante a Ordem do Dia para argumentar em favor do PL 97/2019. De acordo com ela, em comparação aos cinco primeiros meses de 2018, a Polícia Civil aumentou em 125% as operações de repressão qualificada neste ano, passando de 20 para 45. “O Draco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), que foi criado há seis meses, já fez 12 ações”, afirmou a deputada. “A lavagem de dinheiro é um crime diferente dos outros, porque se pode resolvê-lo apenas com depoimentos de testemunhas. É preciso investimento em tecnologia e inteligência.”


ESCLARECIMENTO – “A lavagem de dinheiro é um crime diferente dos outros. É preciso investimento em tecnologia e inteligência para resolvê-lo.” Foto: Roberto Soares

A fala recebeu apoio dos deputados Delegado Erick Lessa (PP) e Antônio Moraes (PP). “Esse tipo de esclarecimento é o que a gente deveria ter mais nos projetos de lei, com dados da segurança pública. Temos uma polícia de excelência”, disse Lessa. “Embora Funrepol exista, ele não tinha a dimensão que vai passar a ter. Tenho certeza de que a medida vai trazer muitos benefícios para a Polícia Civil”, concluiu Moraes.

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