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  • Mikael Sampaio

Deputado repercute entrevista de sociólogo sobre política de segurança do Estado



O líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho (PRB), abordou na Reunião Plenária da Alepe desta quarta (1º) a entrevista concedida ontem à emissora CBN Recife pelo sociólogo José Luiz Ratton, um dos idealizadores do Programa Pacto pela Vida. Ao repercutir a informação do Anuário Brasileiro da Segurança Pública de que o Estado é o quarto do País com a maior taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) fez críticas à política de segurança do Governo Estadual.

O parlamentar destacou, entre outros pontos, os posicionamentos do especialista sobre a necessidade de reformulação do sistema prisional e da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) e sobre a falta de efetividade dos programas de prevenção da violência. Também reforçou as ressalvas à “formação policial inadequada para os novos tempos” e ao “retrocesso na transparência dos dados do Governo”.

Costa Filho também sustentou que falta capacidade de liderança ao governador Paulo Câmara, assim como diálogo entre o Poder Executivo e a sociedade civil. O deputado endossou, ainda, a avaliação de que houve mudança de foco do Pacto pela Vida, que, em vez da redução de homicídios, teria passado a priorizar a apreensão das drogas.

“Infelizmente, depois que o governador Paulo Câmara assumiu a gestão estadual, a violência só fez aumentar. Nesses três anos e quatro meses, já são mais de 12,5 mil homicídios. É o governo em que mais pessoas foram assassinadas na história de Pernambuco. Nessa projeção de crescimento, o Estado pode chegar a 2020 entre as três unidades da Federação mais violentas do Brasil”, afirmou Costa Filho.

Críticas construtivas

Em aparte, o vice-líder da Oposição Joel da Harpa (PODE) avaliou que a crise do Pacto pela Vida é evidenciada pelas três mudanças de titulares da Secretaria de Defesa Social e duas no Comando Geral da Polícia Militar no Governo Paulo Câmara. “Nosso objetivo é de que os pernambucanos tenham uma segurança melhor. Mas em vez de ouvir as críticas construtivas, o Executivo quer rebater e transformar a coisa numa questão política”, destacou.

Falhas acontecem

O deputado Tony Gel (PMDB), atribuiu o declínio do programa ao período em que o ex-vice-governador João Lyra Neto assumiu o comando do Estado, em abril de 2014, quando o então governador Eduardo Campos renunciou para disputar a Presidência da República. “O vice de Eduardo Campos só foi a uma reunião do Pacto pela Vida, e depois não mais. A coisa ficou frouxa. O programa desandou antes de Paulo Câmara assumir e, desde então, ele vem tentando ajustar”, defendeu. “Falhas acontecem, mas não por falta de empenho. Não há omissão do governador nem de sua equipe”, concluiu.


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