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  • Mikael Sampaio

Deputado de Pernambuco critica possível inclusão de militares na Reforma da Previdência


Sete ministros do governo Jair Bolsonaro são militares. Entretanto, o chefe de Estado tem enfrentado um lobby fortíssimo contra a proposta de incluir essa classe na reforma da previdência. O grupo das forças armadas e também os militares estaduais têm pensado em uma forma de deixar de fora a proposta, que deve ser apresentada no próximo mês no Congresso e é vista como o pontapé inicial para arrumar as contas públicas.


A possibilidade da inclusão da classe na reforma foi criticada pelo deputado estadual Joel da Harpa, em entrevista à Rádio Cultura. “Primeiro, seria uma decepção para a categoria se o presidente incluir os militares estaduais e também os federais na reforma, por que esse assunto já foi amplamente debatido. Desde 2016, representantes da categoria foram a Brasília, travamos uma luta e o governo que passou chegou a conclusão que de fato os militares não deveriam entrar na mini reforma”, afirmou.


O parlamentar também destacou alguns motivos por que os militares devem ficar fora da reforma. “Os militares já tem um prejuízo natural na sua aposentadoria. No caso dos federais, poucos são os que vão pra rua, mas os estaduais estão passíveis a inúmeras questões como salubridade, os que trabalham nas viaturas tem que lidar com o stress do trânsito, seja o policial de rua ou interno tem esses pontos, e por isso foi tudo analisado e bem debatido para não entrarem na reforma”, apontou.


Caso entrem para o grupo que será contemplado com a reforma da previdência, os militares federais e estaduais precisariam contribuir por 35 anos, ao invés de 30 e o recolhimento da contribuição de 11% seria aplicada sobre as pensões das viúvas dos militares. (Fonte: Rádio Cultura)

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