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  • Mikael Sampaio

Deputado apresenta projeto para reconhecer cuscuz como patrimônio cultural imaterial de Pernambuco


O deputado estadual Gustavo Gouveia (DEM) apresentou um projeto para que a comida Cuscuz seja reconhecida como “Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco”.


“Existem muitas receitas de cuscuz pelo mundo, mas nenhuma como a do Cuscuz nordestino, prato tão típico do povo pernambucano. A iguaria é feita com milho e cozida no vapor, normalmente em uma cuscuzeira. Mais parecido com o cuscuz africano, o nosso é granulado e recebe muitos acompanhamentos como ovos, manteiga, carne de sol. Já em sua versão doce, o Cuscuz é embebido em leite de coco. O alimento é geralmente consumido no café da manhã, mas não raro está presente nas outras refeições diárias. Não restam dúvidas, portanto, de que o Cuscuz se trata de um patrimônio cultural imaterial do povo pernambucano”, justificou o parlamentar.


O projeto será apreciado agora em duas comissões da Assembleia Legislativa.


História

O cuscuz é um prato originário do Norte do continente africano. Em Portugal, no século XVI o alimento fazia parte da refeição diária, partilhando a mesa com o arroz e outros cereais. Na Tunísia, o cuscuz tem “estatuto” de prato nacional, mas em Marrocos e Argélia é praticamente o prato do dia.


No Brasil, o cuscuz pode ser feito à base de farinha ou polvilho, de milho, arroz ou mandioca. Salgada e levemente umedecida, a massa é colocada para cozinhar no vapor. O cuscuz pode ser incrementado com outros ingredientes, como é o costume na região Sudeste, ou apenas ir acompanhado de leite, ovos, manteiga ou carne-de-charque, como é a preferência no Nordeste.


No São João de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, a celebração da comida à base de milho, típica dos festejos de junho, é levada à sério pela população. Um cuscuz gigante é feito anualmente para alimentar os forrozeiros. Neste anos, devido à pandemia da covid-19, a tradicional festa não aconteceu.


Com informações do Blog do Jamildo

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