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  • Mikael Sampaio

Deputada contesta dados sobre Pernambuco em ranking de eficiência dos Estados



Em discurso na Reunião Plenária desta segunda (20), a deputada Priscila Krause (DEM) contestou a metodologia empregada na elaboração do Ranking de Eficiência dos Estados, lançado pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo instituto de pesquisa Datafolha. A parlamentar afirmou que pedirá a revisão do resultado – apresentado na edição de domingo (19) do veículo de imprensa – por, segundo ela, contrariar números oficiais do próprio Governo de Pernambuco.

De acordo com a classificação, Pernambuco é o quarto Estado que oferece melhores saúde, educação, segurança e infraestrutura com menos recursos, e o único do Nordeste entre os cinco considerados eficientes. A parlamentar questionou os dados e a metodologia utilizados. Citando o Relatório de Gestão Fiscal do Governo do Estado, ela afirmou que a receita total é de R$ 32,34 bilhões, e não R$ 33,3 bilhões, como citado no estudo. Já a despesa com pessoal é de R$ 15,47 bilhões, em vez dos R$ 12,2 bilhões mencionados.

No caso da educação, a universalização do acesso ao Ensino Fundamental, de acordo com a deputada, foi obtida “ao longo de vários governos, a partir de uma política nacional”. Em relação à saúde, a cobertura por equipes de atenção básica, que teria elevado a nota, é “uma política dos governos municipais”. No tocante às estradas, ela acentuou que a pesquisa teria se baseado na média geral, sem a distinção entre as que estão sob jurisdição federal (percentual de ótimo e bom de 61% em pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes) e as administradas pelo Estado (5,9% de aprovação).

“Essa eficiência, dita na pesquisa, não dialoga com a vida das pessoas. O Estado não paga a fornecedores, atrasa salários de terceirizados, não repassa valores para compra de remédios… Queremos, e vamos solicitar, uma reelaboração da pesquisa; que os dados sejam reanalisados a partir das fontes primárias, que são os relatórios de gestão fiscal dos estados”, disse.

Em aparte, Teresa Leitão (PT) ressaltou que a Educação Infantil e a primeira fase do Ensino Fundamental (do 1º ao 5º ano) em Pernambuco são “absolutamente municipalizadas”. O líder da Oposição, Silvio Costa Filho (PRB) disse que o resultado da pesquisa não condiz com a realidade. “Observamos, nesses três anos e meio, que a vida do povo piorou muito. O quadro na saúde é caótico, o governador foi vaiado pelos professores, e há 1.500 obras paradas ou inacabadas, de acordo com o Tribunal de Contas do Estado”, afirmou. José Humberto Cavalcanti (PTB) tratou da situação das rodovias, pontuando que a PE-89, um ano após ser reformada ao custo de R$ 25 milhões, já está deteriorada.


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