Capture+_2020-02-03-18-40-35.png
IMG-20191110-WA0069_edited.jpg
Camarao e cia.jpg
  • Facebook
  • Instagram
  • Mikael Sampaio

Criadores de suínos do Sertão de PE estão preocupados com a peste suína após focos no Piauí e Ceará


Com o surgimento de focos da peste suína no Ceará e no Piauí, a Agência de Defesa e Fiscalização Agroecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) proibiu, por tempo indeterminado, a entrada de suínos e de produtos desses estados em Pernambuco. Em Petrolina, no Sertão pernambucano, os criadores estão preocupados com a disseminação da doença.


Desde outubro do ano passado vem surgindo focos da doença. Já foram registrados 63 focos da peste suína, sendo 47 no Ceará e 16 no Piauí. O último caso foi confirmado no dia 05 de julho. Pernambuco não tem notificação de foco de peste suína clássica.


Segundo a Adagro, Pernambuco possui cerca de 37 mil propriedades com suínos. José Filho da Cruz cria porcos na propriedade dele que fica no projeto Maria Tereza em Petrolina. Ele tem cerca de 60 animais, cruzamentos entre raças como piau, sulafricano e landrace. São suínos adultos e filhotes.


Desde que ficou sabendo dos casos confirmados da peste suína em outros estados do nordeste, o criador teme que a doença chegue à sua propriedade. “Crio desde de 77, dos 18 anos pra cá eu crio, meu pai me ensinou e eu ser caba da roça. A maior preocupação que eu tenho é a gente não poder criar um suínozinho, que mais a gente gosta. Quando eu soube disso até o Dr. Geraldo falou que até os carros se andarem na fazenda que tenha sujeito, tem que lavar os pneus. É um foco bem ruim para o produtor”, conta José.


Pernambuco faz divisa com os estados do Piauí e do Ceará que tiveram casos confirmados da doença. “A nossa preocupação é como nós temos uma grande fronteira com esses dois estados que produtores visitando esses estados tragam a doença para o estado de Pernambuco. A principal medida de prevenção é evitar o contato com animais e com pessoas que tiveram contato com essas propriedades que existem os focos”, explica o fiscal da Adagro, Geraldo Miranda.


Os principais sintomas detectados nos animais que estão com a doença são: falta de apetite, tosse, diarreia e tremores. A peste suína clássica é uma doença viral contagiosa, com mortalidade elevada, que afeta suínos domésticos e selvagens, mas não oferece riscos à saúde humana e nem afeta outras espécies.


“É um doença transmitida por contato, a gente precisa que os produtores tenham consciência para não fazerem a introdução da doença. Porque não é só contato com os animais, até veículos que entrem em propriedade que tenham foco, o vírus pode sobreviver de 15 a 20 dias nas fezes dos suínos. Então veículos, sapatos, e roupas podem fazer a introdução”, esclarece Miranda.


Com informações do G1 Petrolina

LOGO MEGA.jpg