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  • Mikael Sampaio

Covid-19: Pernambuco foi o Estado que mais abriu leitos no Brasil


Levantamento realizado pelo jornal Valor Econômico com informações de 13 secretarias estaduais de Saúde, publicado na edição desta quinta-feira (20.01), aponta que Pernambuco se destaca pela ampliação de leitos voltados para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) no Brasil. Desde dezembro, apenas seis estados tiveram incremento na oferta de vagas no SUS. De acordo com a publicação, a reportagem pediu informações a todas as secretarias estaduais do país, além do Distrito Federal, sobre o quantitativo nas redes de saúde no início de dezembro e a quantidade agora em janeiro.


Pernambuco, que desde o dia 24 de dezembro vem reabrindo leitos para o atendimento de casos de Srag para enfrentar a epidemia de Influenza A (H3N2), lidera o ranking das unidades federativas que expandiram a rede de saúde pública. O Estado ampliou em 73% os leitos de enfermaria na comparação de dezembro e 18 de janeiro, passando de 537 para 930 vagas. Já os leitos de terapia intensiva tiveram um incremento 256 vagas, saindo de 696 em dezembro para 952 no dia do levantamento (crescimento de 37%).


Nos últimos 28 dias, o Governo de Pernambuco já abriu 687 leitos para tratar pacientes com quadros respiratórios, sendo 294 de UTI. De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, apesar de já observar queda nas internações, por conta da desaceleração da Influenza A (H3N2), a previsão da gestão, frente à aceleração da variante Ômicron da Covid-19, é continuar ampliando as vagas. “Este movimento de redução nos indicadores hospitalares é impacto da influenza A (H3N2), que gerou, no final de dezembro, uma onda abrupta e que, agora, começa a apresentar uma queda, que também deve ser acelerada. No entanto, não podemos baixar a guarda. A Covid-19 ainda é uma ameaça e nosso alerta se volta, agora, para a variante Ômicron, que já é dominante em nosso Estado e que, neste momento, já tem impactado no aumento da positividade dos casos leves”, explicou.


Nos próximos dias, o Governo do Estado vai abrir outros 430 leitos, sendo 246 de terapia intensiva. Atualmente, Pernambuco conta com a maior rede pública para casos respiratórios entre os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No total, são 1.910 leitos voltados para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) – incluindo os casos suspeitos e confirmados para Covid-19, sendo 970 de UTI e 920 leitos de enfermaria.



VACINAÇÃO – Pernambuco é o quinto Estado do país com o maior percentual de pessoas a partir dos 18 anos protegidas com a dose de reforço da vacina contra a Covid-19, totalizando 23% da população adulta. A informação é da análise epidemiológica da Covid-19 no Brasil realizada pelo Centro de Operações de Emergência da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e divulgada nesta semana.

“Temos ressaltado com a população a necessidade de, além de fazer o esquema vacinal básico contra a Covid-19, também ir em busca da dose de reforço. Toda a população a partir dos 18 anos já tem o direito e os municípios estão abastecidos das doses para beneficiar esse público”, destaca o secretário André Longo. O gestor lembra que a dose de reforço é feita após 4 meses da segunda dose – ou 4 meses após a terceira dose, no caso dos imunossuprimidos graves. “Com o tempo, há uma queda no nível de anticorpos no organismo, por isso a importância desse reforço. Atualmente, mais de 90% da população adulta pernambucana já tomou a segunda dose. Chegando no período preconizado, não deixe de tomar o reforço. Essa proteção se faz ainda mais necessária com a circulação da variante Ômicron, considerada com maior poder de propagação”, pontua.


SEQUENCIAMENTO GENÉTICO – Outra análise da Opas/OMS afirma que Pernambuco é o segundo Estado do país que mais identificou por sequenciamento genético a presença da variante Ômicron em amostras biológicas de pacientes positivos para a Covid-19. Isso não significa que o Estado tenha mais casos, mas que conseguiu detectar mais, a partir de parceria firmada com o Instituto Aggeu Magalhães (IAM / Fiocruz PE), responsável por esse trabalho.


“O Aggeu Magalhães tem sido um parceiro essencial durante esta pandemia. Os pesquisadores do Instituto têm recebido as amostras biológicas dos pacientes com Covid e feito o sequenciamento genético para avaliar quais as cepas estão em circulação. Isso é indispensável para identificar as novas variantes e auxiliar na tomada de decisões por parte do Governo. Esse é um trabalho constante e permanente para que possamos, a partir da ciência, nortear as ações para controle desta pandemia”, frisa o secretário André Longo.


Até 19 de janeiro, de acordo com a Opas, foram confirmados 811 casos da Ômicron no Brasil, sendo 156 no Rio de Janeiro e 145 em Pernambuco. Outros 14 Estados também reportaram a variante.

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