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  • Mikael Sampaio

Consequências do vazamento de óleo nas praias do Estado voltam a repercutir em Plenário da Alepe


A tragédia ambiental que acometeu as praias nordestinas, atingidas por toneladas de óleo cru de origem desconhecida, foi novamente tema de debates na Alepe. Nesta terça (22), o assunto motivou os pronunciamentos dos deputados Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB), José Queiroz (PDT) e Clodoaldo Magalhães (PSB), que elogiaram a mobilização da população na retirada do material, sugeriram medidas emergenciais a serem tomadas pelas autoridades públicas e defenderam um debate não ideologizado sobre a questão.


Primeiro parlamentar a usar a tribuna, Marco Aurélio pediu que a preocupação coletiva com a limpeza das praias se torne um ato permanente da sociedade. “Que esse espírito em defesa do nosso litoral continue, mesmo quando passar esta catástrofe”, pontuou, também criticando o possível uso político da tragédia.  “Infelizmente, há um deputado federal querendo tirar proveito dessa catástrofe ao propor uma CPI que não vai trazer resultados, mas apenas promoção pessoal”, acrescentou.


QUEIROZ – “Acredito no empenho do governador para tomar as providências.” Foto: Roberto Soares

“Acredito no empenho do governador Paulo Câmara para tomar as providências necessárias a evitar que este dano se estenda”, disse o deputado José Queiroz, que fez cinco sugestões ao Executivo Estadual: promover avaliação técnica do nível de contaminação dos animais marinhos; orientar a população sobre a existência de riscos ao se alimentar desses peixes; realizar comunicação pública sobre os riscos do contato com o óleo cru; promover campanha nacional para assegurar o fluxo de turismo ao litoral pernambucano; e garantir socorro financeiro a pescadores e marisqueiros.


Já Magalhães frisou que as primeiras manchas foram detectadas há 60 dias, e que, desde então, houve “uma completa inércia” do Governo Federal. Para ele, versões sem comprovação, de que teriam sido ações ecoterroristas de ONGs ou iniciativa intencional do Governo Federal, buscam “ideologizar o debate”. Ele cobrou que a União faça uma apuração profunda para punir os responsáveis e restaure os biomas atingidos.


MAGALHÃES – “União deve fazer apuração profunda para punir responsáveis.” Foto: Roberto Soares

“Hoje, há uma absoluta falta de informação. Não se sabe se o derramamento acabou, a dimensão do dano, se as correntes marítimas estão sendo monitoradas, onde vão ser os próximos focos e se outras praias vão ser atingidas”, prosseguiu. Ele também ressaltou a mobilização da população e das prefeituras na limpeza das praias, destacando as ações em Tamandaré, no Litoral Sul do Estado.


Antônio Moraes (PP) também parabenizou a população de Tamandaré, em aparte. O deputado Doriel Barros (PT), por sua vez, defendeu a antecipação do pagamento do seguro-defeso aos pescadores afetados. Para Teresa Leitão (PT), o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que esteve hoje em Pernambuco, não atendeu às reivindicações do Estado por materiais para limpeza das praias. Segundo João Paulo (PCdoB), os cinco mil militares que reforçarão a coleta a partir de hoje tampouco receberam equipamentos e estrutura.


A deputada Fabíola Cabral (PP), que participou de mobilização na praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, relatou a tristeza com o ocorrido, mas disse ter sentido também  “orgulho da população pernambucana”. “O exemplo que fica é da união do povo nordestino, da valentia, do amor a sua terra e à natureza”, endossou o deputado Alberto Feitosa (SD). 

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