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  • Mikael Sampaio

Como Lula virou o carro-chefe da anistia à corrupção dos políticos



Quem acha que toda e qualquer acusação contra Lula é perseguição, acredita também que ele tem o poder de estender toda essa inocência para quem quer que seja?

Lula perambula pelo país, no que é interpretado apenas como campanha eleitoral antecipada, em uma tentativa de obter nas ruas um salvo–conduto na Justiça.

Aqui e mundo afora, seus advogados atiram para todos os lados. Às vezes no próprio pé. A mais recente deles é arguir a suspeição de Sérgio Moro por ter defendido mecanismos para evitar a corrupção na Petrobras.

Alegam que Moro perdeu a isenção porque a Petrobras é parte em processos contra Lula.

Como assim?

A Petrobras é vítima de um assalto sem equivalente em empresa estatal em países democráticos.

Essa mal ajambrada ponta jurídica esgota em si só.

O que extrapola é Lula, além do que diz ser, se atribuir o papel de juiz de si próprio e de outrens investigados e até, como ele, condenados pela Justiça.

Nessa caravana meia boca no Espírito Santo e Rio de Janeiro — dois estados já subjugados por uma aliança entre todos tipos de bandidagem –Lula sentiu na pele que as ruas nem sempre expressam as controvertidas pesquisas eleitorais.

Quanto menor a plateia, mais alto foi o tom de sua fala. Bateu a torto e a direito na Lava Jato. Perdeu a noção de coisas óbvias. Há crimes apurados, confessados, comprovados, dinheiro roubado devolvido, graças à Lava Jato e a todos seus filhotes.

Isso no país inteiro.

Mas é no Rio de Janeiro, matriz da bandidagem que tempos atrás tomou conta também do Espírito Santo, que a Lava Jato escancara a farra da corrupção. Ali é a sede da Petrobras. Ali estão as maiores bacias petrolíferas. Ali, entre esmeraldas e diamantes, os donos do poder foram parar na cadeia.

Foi justamente ali, na famosa Maricá — cidade que surfou na boa onda do petróleo e uma das que mais sofreu com a mal sucedida parceria de má gestão com a corrupção — que Lula misturou dois enredos para tirar proveito de ambos.

Em nome do óbvio, “se um empresário errou, prende o empresário, mas não fecha a empresa”, fez o diagnóstico errado: “A Lava Jato não pode fazer o que está fazendo com o Rio”. Insistiu na boa tecla de que o trabalhador não tem que pagar pelo erro do empresário, podia ter parado aí.

Mas, na ânsia de arranjar substitutos para sua cadeira no banco dos réus, seguiu adiante: “O Rio não merece ter governadores presos porque roubaram. Eu nem sei se isso é verdade porque não acredito em tudo que a imprensa falou”.

Estava falando sobre Sérgio Cabral, o casal Garotinho…

Sua estratégia é substituir o juízo criminal por uma suposta avaliação das ruas na penca de processos que responde por corrupção.

Além da própria causa, Lula se apresenta como tábua de salvação para José Sarney, Renan Calheiros, Eunício Oliveira, Jáder Barbalho…

Se der certo, haverá também comemoração em Benfica e em Curitiba.

A conferir.


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