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  • Mikael Sampaio

Candidatos disputam eleitorado de Bolsonaro em Pernambuco



Líder das pesquisas de intenção de voto com 32% das menções no plano nacional, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) apareceu na pesquisa mais recente realizada pelo Ipespe/Folha de Pernambuco com 17% dos votos em Pernambuco. Hoje, o PSL está na coligação Pernambuco Vai Mudar, liderada pelo candidato a governador Armando Monteiro Neto (PTB) - que já classificou Bolsonaro como “parlamentar bisonho”. Um dos candidatos ao Senado do palanque de Armando, Bruno Araújo (PSDB) recebeu ontem apoio de apoiadores do capitão da reserva no Estado, sinalizando que, para fazer oposição ao PT, o tucano pode se “desligar” da postulação presidencial de Geraldo Alckmin (PSBD) para colar no voto bolsonarista. Foi divulgado, ontem, nas redes sociais um vídeo em que Bruno Araújo aparece junto ao coronel Meira, que se identifica como o organizador das carreatas pró-Bolsonaro no Recife. "O grupo se reuniu e nós entendemos que a melhor coligação para Pernambuco é dos senadores Bruno Araújo e Mendonça (Filho, do DEM). Peço o apoio para nós continuarmos somando", afirmou o apoiador do capitão da reserva, esclarecendo que os eleitores bolsonaristas têm demandado por orientação de apoios no Estado. Segundo o Ipespe, Bolsonaro tem em Pernambuco uma inserção de 26% entre os homens e de 25% entre os eleitores com renda de mais de cinco salários mínimos. Sempre houve, da parte de Bruno, o interesse de representar, em Pernambuco, o eleitorado anti-petista. "Desde que cheguei em Brasília, em 2007, faço oposição firme aos desmandos do PT", alega o tucano, no vídeo. "Vivemos um momento crucial para o Brasil que é não deixar o PT retomar as rédeas do País." Eleitor do ex-presidente Lula enquanto ainda era o presidenciável do PT, o senador Armando Monteiro já havia tecido críticas duras ao candidato do PSL. "(Bolsonaro) é um parlamentar bisonho. Com pouca presença, seja no ponto de vista de projetos ou na participação nos debates. Com pálida participação no Congresso, ele foi um deputado fraco", afirmou, no início de agosto. Na semana passada, durante sabatina a um portal de notícias, o petebista adotou um tom mais ameno. "Enquanto você atuar nessa esfera democrática, esfera legal, até posições aparentemente mais extremadas podem ser controláveis. Em última instância, o cidadão eleitor é que vai fazer essa avaliação", ponderou. Questionado sobre a sua opinião pessoal sobre Bolsonaro, Armando insistiu na crítica sutil. "Ele tem posições muito marcadas, muito fortes, sobre alguns temas. Eu não tenho concordância com várias posições que ele assume, mas volto a dizer: ele é alguém que está se submetendo ao eleitor", alegou. Ainda sem candidato a presidente, o senador provavelmente não anunciará o seu apoio a presidenciáveis no primeiro turno, seguindo a tendência de que sua postulação recebe apoio de petistas e bolsonaristas. Antes de Bruno e Mendonça receberem apoios de bolsonaristas, o candidato a governador Julio Lossio (REDE), já havia sido apoiado pelos aliados de Bolsonaro, Coronel Luiz Meira (PRP), candidato a deputado federal, e Gilson Machado (PSL). Essa aproximação ainda não rendeu votos nas pesquisas, mas provocou a expulsão de Lossio da Rede Sustentabilidade. Ontem, por sinal, surgiu a informação de que o Coronel Meira deve anunciar apoio a Bruno e Mendonça para o Senado.

#Eleições2018

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