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  • Mikael Sampaio

Bolsa sobe 1% após STF negar habeas corpus de Lula



A decisão dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) de negar o habeas corpus pedido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe alívio ao mercado financeiro nesta quinta-feira (5). A Bolsa subiu 1% e o dólar fechou estável a R$ 3,34, com a avaliação de que o petista terá dificuldade de transferir seus votos a um candidato não alinhado com a agenda reformista.O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, subiu 1,01%, para 85.209 pontos.

O volume financeiro foi de R$ 13,3 bilhões. A média diária do ano está em R$ 11,1 bilhões.O dólar comercial subiu 0,02%, para R$ 3,342. O dólar à vista, que fecha mais cedo, fechou em baixa de 0,65%, para R$ 3,327.A avaliação de que uma possível candidatura do ex-presidente Lula ficou ainda mais distante impulsionou a Bolsa brasileira nesta sessão.

O Ibovespa chegou a superar 2% no início dos negócios, antes de moderar a alta. O dólar caiu mais de 1%, mas acabou terminando o dia estável.Para Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais, a definição do STF clareia um pouco o cenário eleitoral e pode evitar uma polarização maior na disputa à Presidência.

"Mais do que prende ou não prende o Lula amanhã ou em 10 dias, abre espaço para um candidato de centro ou reformista aparecer mais. É o que o mercado quer definir, quem vai ficar", diz. Ainda assim, ele vê volatilidade. André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, tem avaliação parecida. "A dúvida é se o fato de o Lula estar preso ou não aumenta ou diminui o capital político dele. Isso persiste."

A indefinição reside no fato de se o petista vai conseguir ou não transferir sua popularidade a um candidato do partido ou se esse capital político vai ser distribuído entre candidatos de esquerda e centro.Mas a alta da Bolsa também teve influência externa, após uma trégua nas tensões entre Estados Unidos e China.

Um assessor econômico do americano Donald Trump afirmou que o governo estava negociando com o gigante asiático e não pretendia se envolver em uma guerra comercial."Houve um alívio muito por causa da presunção de que não vai ter guerra comercial nenhuma, é mais fumaça do que fogo. China e EUA vão se compor", afirma Bandeira, da Modalmais.

Mas ainda há arestas a aparar. Nesta quinta, o Ministério do Comércio da China informou que iniciou procedimento de resolução de disputas na OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre tarifas dos Estados Unidos sobre importações de aço e alumínio.

AÇÕES

Das 64 ações do Ibovespa, 48 subiram e 16 caíram. A maior alta foi registrada pelas ações da Gerdau, que se valorizaram 6,71%. A Metalúrgica Gerdau subiu 6,52%, e a Rumo teve alta de 5,23%.Na ponta contrária, a BRF recuou 4,38%. A Raia Drogasil caiu 2,99% e as ordinárias do Bradesco perderam 1,87%.As ações da Petrobras subiram cerca de 3%, acompanhando a valorização do petróleo no exterior.

Os papéis preferenciais da estatal subiram 3,78%, para R$ 21,15. As ações ordinárias tiveram valorização de 2,73%, para R$ 23,34.A mineradora Vale subiu 1,65%, para R$ 43,25.No setor financeiro, o Itaú Unibanco subiu 0,2%. As ações preferenciais do Bradesco tiveram alta de 0,31%, e as ordinárias recuaram 1,87%. O Banco do Brasil ganhou 2,92%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil avançaram 0,43%.

CÂMBIO

O dólar perdeu força ante 20 das 31 principais moedas do mundo.Aqui, o Banco Central não anunciou intervenção no mercado cambial. Em maio, vencem US$ 2,565 bilhões em swap cambial tradicional (equivalente à venda de dólares no mercado futuro).

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) recuou 1,53%, para 163,2 pontos. No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram resultados mistos. O DI para julho deste ano ficou estável em 6,293%. O DI para janeiro de 2019 caiu de 6,250% para 6,235%. Com informações da Folhapress.


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