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  • Mikael Sampaio

Artigo: Feliz 2020, Verdejante!


Sou um cidadão brasileiro, pernambucano e filho de Verdejante/PE. Presido no município o PSD (Partido Social Democrático - 55), e ocupamos o espaço natural da oposição.


Ao lado dos outros partidos do nosso campo, das suas lideranças e, principalmente, da população de um modo geral, discutiremos nos primeiros meses do ano novo que se aproxima qual o melhor nome e a melhor proposta de governo para apresentar ao nosso sofrido povo de Verdejante. É também do conhecimento de todos que Verdejante tem sido obrigado a conviver, nestes últimos três anos, com um governo que se elegeu prometendo fazer "milagres"; todavia, até agora, nada fez para mudar ou melhorar a dura realidade do município e da sua gente. O atual prefeito se elegeu "comprando e vendendo ilusões", e quando estar a apenas um ano de completar a sua pífia gestão, sabe perfeitamente que o povo não mais aceitará as promessas vazias de ontem - e de sempre - em troca de votos para sustentar a si próprio e a sua elite privilegiada.


Excetuando os servidores do quadro (hoje reduzidos a patamar mínimo em razão da omissão em realizar concursos), esse atual governo é composto de políticos e de sua "parentela", os protegidos de sempre que ocupam cargos e funções à custa de gordos salários, polpudas diárias e zero de produtividade, eficiência e carga horária de trabalho definida. E o concurso divulgado midiaticamente pelo alcaide em programa de rádio há dias atrás, não sairá porque ele quis, mas porque nós, da oposição, cobramos e denunciamos ao Ministério Público, faça-se aqui este registro a bem da verdade. Na Câmara de Vereadores ainda é pior: nunca antes na história ali se realizou um concurso público...


Em Verdejante, infelizmente, falta tudo: falta água nas torneiras das comunidades urbanas e dos povoados; faltam carros-pipas para abastecer a zona rural e acudir o agricultor, socorrendo o homem do campo e suas famílias; faltam médicos, dentistas e enfermeiras; faltam remédios, material médico-hospitalar, de higiene básica, assim como, clínicas e laboratórios credenciados ou conveniados para se fazer exames a fim de se diagnosticar e tratar da saúde (não duvidem, por aqui se diz que faltam até lençóis nos leitos...); faltam, ainda, investimentos e valorização da educação municipal, principalmente, na manutenção e reforma das escolas e da frota de ônibus escolares; faltam condições dignas para o professor exercer o seu magistério e perspectiva de futuro para o aluno ao concluir sua etapa escolar; falta transparência no governo e nas suas ações; falta, sobretudo, vontade de honrar a palavra dada ao eleitor e ao cidadão da cidade e do campo.


E o que sobra?


Sobra nepotismo (parentes e familiares de políticos empregados em cargos com altos salários e sem local de trabalho definidos - são, por assim dizer, os empregados da "NASA", já que vivem "voando" ); sobram também contratos precários e temporários para enganar desavisados e iludidos; sobram alugueres e locações de bens e veículos sem critério, utilidade ou serventia públicas, feitos apenas para pagar promessas e obrigações assumidas com amigos ou correligionários; sobram, por fim, obras de gestões anteriores recebidas e não concluídas, relegadas ao abandono por "caprichos pessoais e/ou familiares", enquanto raro se vê obra do atual governo que tenha sido inteiramente concluída e entregue para o deleite do povo.


É, pois, nesse cenário triste, lamentável e tortuoso que caminha, hoje, Verdejante; e é para reunir forças com o objetivo de superá-lo e vencê-lo que os partidos de oposição terão a responsabilidade de apresentar um nome que se apresente como opção para administrar o nosso município, não "criando dificuldades" para "oferecer facilidades", ou "comprando e vendendo ilusões", mas sim, apontando soluções, indicando saídas, trazendo propostas e projetos de governo que sejam sérias e realistas, e não sirvam apenas para beneficiar "meia dúzia" de privilegiados, mas sim, que amparem aqueles que mais necessitam da ajuda do poder público e dos recursos dele originados. Para a concretização dessas mudanças, é imperativo que seja igualmente renovada a representatividade popular na Câmara de Vereadores, com novos nomes, novas ideias, que tragam força, coragem, verdade e esperança para a população. Vereadores que falem, que se manifestem, que lutem na defesa daqueles que lhes confiaram o voto e lhes deram o mandato popular.


Finalmente, devo dizer que Verdejante não precisa de "compradores de votos" ou de "aliciadores de consciências", já que essa prática abjeta e nociva tem feito o município regredir no tempo, andar para trás, perder importância em relação a outros municípios do Estado de Pernambuco. Resta claro como a luz e certo como regra matemática que enquanto cada verdejantense não se convencer de que, acaso continue transformando as eleições em "leilões humanos", jamais será tratado como pessoa, mas sim, como "coisa" ou "mercadoria" sem valor algum, e como tal adquiridas por um "mercenário e oportunista" qualquer, a um preço vil, degradante e humilhante, cujo resultado o levará a penar e a sofrer pelos próximos quatro anos, e por outros tantos que se seguirem.


As necessidades estão postas.


Os objetivos delimitados.


Caberá, portanto, a oposição e a população, juntas e em prol do bem-comum, identificar o perfil daqueles cidadãos ou cidadãs que se proponham a servir ao público, sem se servir do que é público. É isto, ou vamos continuar assistindo e vivenciando a destruição lenta e gradual do nosso município.


Não podemos nos omitir!


Um Ano Novo de bondade, justiça e felicidade para todos, em especial, para os que fazem o nosso querido (e maltratado) município de Verdejante.


Respeitoso abraço.