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  • Mikael Sampaio

Artigo: As eleições 2020, a pandemia e as redes sociais


As eleições são oportunidades postas à disposição do eleitor, pela Constituição Federal, para que ele escolha os seus representantes, ou seja, aqueles que durante quatro anos terão a responsabilidade de governar seu País, seu Estado ou seus Municípios.

Essa escolha é privativa dele. É um direito e uma prerrogativa que somente o cidadão e cidadã possuem. Por isso, não se deve lançar mão de tentativas de cooptação, aliciamento ou mesmo de compra de votos. Além de ser uma conduta criminosa, quem faz isso reduz o eleitor a um "nada", a uma "mercadoria barata", daquelas que só se valoriza a cada 4 anos, funcionando mais ou menos assim: na época da eleição o eleitor recebe "um poço, um milheiro de telhas ou de blocos, alguns sacos de cimento, pagam-se contas de luz ou de água, pintam-se praças, meios-fios e canteiros, etc, etc, etc", e em troca "premia-se" o mau político, deixando-o governar, desonestamente, com os seus apaniguados por 3 longos anos e meio...


"Noves fora a evolução dos tempos", é assim que (ainda) funciona em alguns lugares, sobretudo, no nosso sofrido Sertão, no Nordeste ou onde falte educação, saúde e respeito com o dinheiro e patrimônio públicos, cenário propício para que reine absoluto o assistencialismo barato.


Mas o eleitor não é "besta"; besta é o mau político que acha que ele é! No dia 15 de novembro o eleitor entrará sozinho na cabine para votar. Ninguém, sobretudo, candidato ou político de qualquer partido, poderá acompanhá-lo na hora de digitar os numeros de vereador ou de prefeito. É preciso, portanto, acreditar e confiar no eleitor, e jamais duvidar dele. O tempo molda a rocha mais resistente, assim como também lapida o ser humano que padece e compadece durante anos.


O eleitor, na verdade, deveria ser merecedor de toda a confiança. Afinal, é ele quem decide no processo eleitoral. Ele é, de fato, o juiz. Ah..., se ele soubesse a força que tem, muitos desses "políticos de carreira" deixariam de existir, afinal, ser Prefeito não é profissão, mas função pública; ser Vereador não é cargo, é encargo publico. Ambos não deveriam ser considerados "empregos", que se ocupa até a aposentadoria, mas munus público de alcance social e coletivo, visando o bem comum.


Muito se tem usado (e não raro abusado!) do uso da Rede Mundial de Computadores - a internet -, para difundir candidaturas, preferências políticas e ideológicas.


Lamentavelmente, esse espaço, que deveria servir para troca de ideias e informações, local de discussões sadias e positivas, cenário de propostas e de debates de como fazer mais e melhor em benefício da coletividade, tem se transformado em "ringue" aberto para todo tipo de ofensas, agressões e baixarias, além de palco e "rinha" para as mais diversas formas de se extravasar frustrações, decepções e preconceitos.


Some-se a tudo isto a vontade sem medida de alguns em chamar a atenção, xingando, maldizendo e injuriando pessoas, descendo a um nível tão rasteiro que mal conseguem ficar acima da vala comum em que vivem, ou da sarjeta apodrecida que utilizam para o lazer dominical. Estes não são e nem jamais serão eleitores, cidadãos, e nem muito menos políticos, na salutar expressão do termo.


Nós estamos atravessando um momento atribulado, de medo e de angústia decorrentes, pois, de uma doença ainda sem cura (a COVID-19), onde buscamos resgatar a esperança perdida, renovando a fé religiosa de que dias melhores estão por vir. Nosso foco, por óbvio, deve ser a vida, o bem maior da humanidade. Não podemos ser "prisioneiros" de "eternos profissionais de qualquer ofício", de grupos de watsapp, face's, instagran's, etc.


Para assegurar a vida e consolidar esse bem maior e inestimável, não se pode ficar "encarcerado" a internet, à redes sociais ou ao conforto dos nossos lares. Temos que seguir firmes em direção das ruas, das praças, avenidas, sítios, vilas, distritos e povoados, a fim de presentear a vida com bons gestores, que sejam sérios, probos, transparentes, e que transformem para melhor a realidade das pessoas, principalmente, daquelas mais necessitadas.


A luta por justiça social, liberdade, fraternidade e igualdade nessa "era virtual", não pode ser travada pela tela de aparelhos eletrônicos, mas, no enfrentamento da vida real, tocando mentes e corações das pessoas.


GILSON ALVES.

É advogado com escritório em Salgueiro/PE.

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