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  • Mikael Sampaio

Administração de Noronha convida setor turístico da ilha para planejar reabertura pós Covid


Fechada desde março para a entrada de turistas, a administração da ilha de Fernando de Noronha começa a pensar em como reabrir a ilha para o turismo. O planejamento da retomada da atividade turística vai ser idealizado para ocorrer de forma segura, definindo, por exemplo, as novas práticas que os estabelecimentos devem adotar para garantir segurança aos usuários. Isso se dará em conjunto com órgãos e associações representativas do setor de turismo do arquipélago que estão sendo convidados a participar de um amplo debate, com sugestões sobre como deve ser o turismo pós-Covid. Para isso foi criado um e-mail específico para onde sugestões, opiniões e comentários podem ser encaminhados: reaberturanoronha@gmail.com.


A partir dessas contribuições do setor, será construído um protocolo para a retomada do turismo, alinhado ao que já vem sendo traçado com o grupo de matriz de risco do Governo do Estado, que tem a participação da Administração Distrital, Secretaria Estadual de Saúde, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a empresa de consultoria Deloitte.


“O turismo pós-Covid vai ser diferente, reinventado. Mas não vai ser fácil para ninguém idealizar como será isso. Nenhum lugar do Brasil consegue mostrar com clareza e objetividade como será retomado o turismo. Nada mais justo e democrático do que chamarmos para este debate as associações e órgãos da ilha que representam diversas classes que atuam no turismo, para que se juntem a nós e assim a gente consiga fazer um protocolo de retomada do turismo setorizada para cada ambiente”, comenta Guilherme Rocha, administrador do arquipélago. “A pandemia da Covid-19 trouxe uma pausa e um cenário de incertezas. Por enquanto, sabemos que é importante cada um ficar na sua casa, porém as opiniões e ideias são importantes para a construção do planejamento para quando isso tudo passar. É importante termos a participação popular, mais democrática possível, para atender a todos”.


O turismo representa praticamente a totalidade da economia da ilha. No entanto, ainda não existe previsão de uma data para a reabertura em Noronha, já que o Brasil ainda está no pico da pandemia. No caso do arquipélago pernambucano, algumas práticas serão repensadas e a exploração do turismo na ilha será modificada, levando em conta o controle na entrada de turistas, a capacidade de carga no Porto de Santo Antônio e o respeito às legislações ambientais. “É isso que iremos querer daqui para frente. Um turismo e um consumo da ilha diferentes, para podermos tanto oferecer uma boa experiência ao visitante como também uma boa infraestrutura aos moradores do arquipélago, preservando ainda mais a ilha, respeitando os seus limites e também oferecendo uma boa qualidade de vida para quem vive em Noronha”, explica o administrador da ilha.


Desde que foi fechada para o turismo, a Administração Distrital colocou em prática várias ações para apoiar a população que ficou impossibilitada de trabalhar. Foram distribuídas cestas básicas, vale gás, peixes, além do estímulo à agricultura familiar. Além disso, outras medidas serão tomadas nas próximas semanas para auxiliar ainda mais os noronhenses nas necessidades básicas. As ações direcionadas à população foram complementadas com medidas diretas de combate ao coronavírus, o que possibilitou a ilha controlar a doença, sendo o primeiro lugar do país a zerar os casos da Covid-19.


A normalidade aos poucos começa a ser desenhada, inicialmente com o retorno dos moradores que estavam no continente a partir do próximo sábado (13), seguindo uma série de critérios para o embarque e o desembarque em Noronha. Mas o gestor do arquipélago ressalta que entender o patamar de sustentabilidade vai ser essencial para a retomada das atividades turísticas, focando ainda mais nas ações de cuidado com o meio ambiente. “Nós temos políticas públicas sustentáveis, como o Noronha Carbono Zero e o Noronha Plástico Zero. Também estamos investindo na infraestrutura, com obras nas vicinais, drenagem, impermeabilização, terraplanagem das vias e iluminação de LED, que já está sendo finalizada.  Então, são obras tanto na infraestrutura como políticas públicas sustentáveis que precisamos colocar em prática, desenvolvendo o turismo sustentável na ilha daqui para frente”, finaliza Guilherme Rocha.

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