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  • Mikael Sampaio

Abertura do mercado de gás anima setor industrial pernambucano e impulsiona recuperação econômica


A partir de 2022, as indústrias de Pernambuco terão acesso facilitado ao mercado livre de gás. Isso porque, depois de ampla defesa da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), a Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou, ontem (15/12), o Projeto Lei 2775/2021, do Governo do Estado, que prevê que uma empresa que consome a partir de 50 mil metros cúbicos por dia (m³/dia) possa buscar livremente esse insumo com outros fornecedores. Antes, essa permissão estava limitada às empresas que consomem a partir de 500 mil m³/dia.

Na análise do presidente do Sistema FIEPE, Ricardo Essinger, a aprovação da Lei vai trazer, no longo prazo, mais competitividade ao mercado, já que mais indústrias terão acesso a um gás cujo valor é mais atrativo. “Debatemos esse tema desde 2017, quando o setor produtivo passou a discutir mais sobre a necessidade de levar este insumo ao máximo de indústria possível”, disse Essinger.

Na prática, será assim: a partir de 2022, todas as indústrias que consumirem mais de 50 mil metros cúbicos por dia poderão comprar de qualquer empresa fornecedora e não somente da concessionária de gás do Estado. A ideia é que essa decisão gere mais oferta, concorrência e, naturalmente, redução no custo final do gás.

O projeto permite ainda que o acesso seja feito de modo escalonado com o passar dos anos. Em 2024, todas as empresas com consumo superior a 30 mil m³/dia serão contempladas e, em 2025, essa decisão será ampliada para qualquer empresa que tenha consumo acima de 10 mil m³/dia.

A FIEPE sempre foi uma grande defensora do projeto e trabalhou em diversas frentes para que esse projeto fosse aprovado. É tanto que a Federação criou um Grupo de Trabalho (GT) do Gás para traçar estratégias juntamente com as maiores consumidoras do Estado e estreitar o diálogo com a Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), por meio do seu presidente, Eriberto Medeiros, e com o executivo estadual, através da própria Copergás. O impacto dessa decisão anima bastante o segmento, já que mais empresas terão o livre arbítrio para comprar o seu próprio gás. O projeto segue para sanção do governador.

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