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A difícil tarefa de Paulo Câmara de costurar o apoio interno



A tarefa do vice-presidente nacional do PSB, governador Paulo Câmara, de costurar apoio formal ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a neutralidade não tem sido fácil. Enquanto o socialista pernambucano busca aliados internos, outras lideranças do partido trabalham em sentido contrário: o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), defenderam publicamente o apoio formal a candidatura do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), à Presidência da República. Rollemberg - que já havia se manifestado pró-Ciro Gomes, via redes sociais, no mesmo dia em que Câmara defendeu apoio ao petista - destacou, nesta quinta-feira (19), em entrevista ao jornal O Globo, que o PSB não pode ficar neutro e já teria avisado ao pedetista que o seu partido marcharia com ele na corrida eleitoral. As declarações seguiram a mesma linha de Lacerda, anteontem. Ambos possuem relações com Ciro. Mas, no partido, há setores anti-petistas. Após reunião com a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, na semana passada, Paulo Câmara, que é vice-presidente nacional do PSB, declarou que vai apoiar o ex-presidente Lula, independente da posição partidária. Câmara, todavia, trabalha para conseguir, ao menos, a neutralidade do partido no pleito presidencial, visto que a tendência do PSB é seguir com o pedetista. A tese de neutralidade, no entanto, foi rechaçada pelo presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, nesta semana. “Eu não reconheceria o PSB se ficasse neutro. Defendo que partido tenha uma posição. Neutralidade é inaceitável e imperdoável.”


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