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  • Mikael Sampaio

337 casos de Sarampos são notificados em Pernambuco


Imagem: Ilustração

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou hoje (28), que até o último dia 26.08, foram notificados 337 casos de sarampo em Pernambuco. Desse total, 86 já foram descartados, 246 estão em investigação e 5 foram confirmados. Em relação aos casos confirmados, a SES-PE ressalta que os três municípios de residência dos pacientes, com o apoio das Gerências Regionais de Saúde (SES-PE) e o nível central, realizaram 53 ações de bloqueio vacinal dos contatos, totalizando 1.853 doses aplicadas da tríplice viral, que, além do sarampo, ainda protege contra a caxumba e a rubéola.


A Secretaria ainda reforça que, na última semana, ficou instituída, em todo o país, a vacinação de crianças entre 6 meses e 11 meses. Todos os meninos e meninas dessa faixa etária, que totalizam 68 mil em Pernambuco, devem tomar uma dose da tríplice viral. Importante lembrar, ainda, que essa será considerada a “dose zero”, sendo necessário seguir com o esquema básico de vacinação normalmente a partir dos 12 meses, com mais uma dose e um reforço aos 15 meses.


“A SES-PE continua realizando todos os esforços para a investigação dos casos suspeitos. Também estamos dando o apoio necessário aos municípios no seu trabalho de campo e de bloqueio vacinal. Além disso, continuamos reforçando a importância da população não imunizada ou que não sabe procurar os postos de saúde, pois sabemos que a vacinação é a melhor forma de evitar o adoecimento pelo sarampo. Frisamos, também, que o Programa Estadual de Imunização está em contato permanente com as cidades e avaliando os pedidos de envios de doses, para que nenhuma localidade fique desabastecida”, afirma o secretário estadual de Saúde, André Longo.


CASOS CONFIRMADOS – Das 5 confirmações laboratoriais de adoecimento pelo sarampo, 4 (2 no Recife e 2 em Caruaru) estão relacionadas a adolescentes que participaram de uma excursão para Porto Seguro, entre o final de junho e início de julho, e que tiveram contato com um paciente positivo de São Paulo. O quinto caso é de um adolescente de 18 anos de Taquaritinga do Norte.


CASOS EM ANOS ANTERIORES – Em 2018, das 213 notificações, 209 foram descartadas e 4 confirmadas, todas relacionadas a um paciente com histórico de viagem para Manaus, área com circulação do vírus na época. Em 2017 foram 45 notificações e em 2016, 39, todas descartadas.


Importante destacar que Pernambuco não registra casos autóctones (transmissão sustentada por um período acima de 1 ano) do sarampo desde 2000 - em 1999 foram registradas as últimas 240 ocorrências. Em 2012 houve 1 caso importado e entre 2013 e 2014 um surto com 226, que foi controlado com as ações de vigilância epidemiológica e imunização do Estado e municípios envolvidos.


CASO SUSPEITO PARA SARAMPO: Todo paciente que apresentar febre e exantema maculopapular morbiliforme de direção cefalocaudal (manchas avermelhadas que começam na cabeça e vão descendo para o restante do corpo), acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independentemente da idade e situação vacinal; ou todo indivíduo suspeito com história de viagem para locais com circulação do vírus do sarampo, nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou para local com circulação viral. No Brasil, os Estados com casos são: Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Sergipe, Minas Gerais, Santa Catarina, Amazonas e Roraima. A notificação de caso suspeito de sarampo é obrigatória. Apresentando essa sintomatologia, é importante ir ao posto de saúde mais próximo para receber a devida assistência.


IMUNIZAÇÃO: A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba e está disponível de rotina nas salas de vacina dos municípios. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) ressalta a importância de finalizar o esquema vacinal para evitar casos da doença. A imunização com a tríplice deve seguir o seguinte esquema:


-  Crianças entre 6 meses e menores de 1 ano devem tomar uma dose da tríplice viral. Importante ressaltar que essas crianças precisarão seguir o esquema normal de imunização a partir dos 12 meses.   


- Indivíduos de 12 meses a 29 anos de idade: 2 doses de tríplice viral;


- Indivíduos de 30 a 49 anos de idade não vacinados: 1 dose de tríplice viral;


- Profissionais de saúde não vacinados: 2 doses com a vacina tríplice viral independente da idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

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