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  • Mikael Sampaio

2018 encerra com 719.3mm de chuvas em Salgueiro


Fortes chuvas no sitio Uri em Salgueiro-PE. Foto: Mikael Sampaio

Não era de se esperar um ano chuvoso para muitos dos agricultores em Salgueiro, no sertão central pernambucano, que foi de bastante chuvas na região, totalizando 719.3mm de chuvas de acordo com os dados do Índices Pluviométricos do IPA (institui Agronômico de Pernambuco).


O ano que se encerra no municipio com 719.3mm de chuvas acima do esperado para o ano, trouxe alegria de muitos agricultores e farturas pela região que há anos sofre com os efeitos da seca.


Meses mais chuvosos


De acordo com os dados do IPA, os meses mais chuvosos de 2018 em Salgueiro. foram: fevereiro com 239.6mm, abril com 111.3mm e dezembro com 242.7mm de chuvas. Ainda a chuvas também caíram nos meses de janeiro (43.1mm), março (27.6mm), maio (3.8mm) e junho (18.6mm) totalizando 719.3mm de chuvas em 2018 no municipio.


O Sertão vai virar mar


De acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), ao Correio Online em 2016, chuvas torrenciais trarão um volume de água tão grande, a ponto de modificar a geografia nordestina, eliminando espécies e fazendo surgir novas fauna e flora. O desastre ambiental será provocado pela ação do homem, que resulta em emissão de gases do efeito estufa em atlas concentrações e desequilibram o clima no planeta. O resultado disso é que as correntes marinhas irão reduzir em até 44% sua intensidade, provocando super aquecimento das águas do Atlântico, nas imediações da região Nordeste, produzindo maior evaporação e formação de chuvas em excesso.

“O aquecimento global vai arrefecer as correntes marinhas de duas formas. Uma delas é intensificando as chuvas nas altas latitudes do Atlântico Norte, onde as águas precisam ser mais densas para afundar e retornar ao Sul, realimentando as correntes. Se chove muito, reduz a salinidade da água e consequentemente sua densidade, dificultado o afundamento. A outra forma é derretendo as calotas de gelo sobre a Groenlândia, liberando água doce e também reduzindo a salinidade da água, exatamente nos sítios de formação das águas profundas, onde as correntes marinhas fazem o retorno”, explicou o professor de Ciências da USP, Cristiano Chiessi, coordenador da pesquisa que estuda os efeitos da redução das correntes marinhas.

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